ESSENCE AND UNIVERSE
this brand speaks as an outsider or outlaw- the brand persona character is always traveling because she doesn't fit in. she is an intense figure that goes through a journey inside a mirrored portal, that reflects both lunar and solar lights.


main essence and real life

PERSONALITY

ATTITUDE
looking at memories and machines as things we could assemble and disassemble.
paying attention to what goes through - wound.
WAY OF BEING
poetical, vulnerable, philosophical, ethereal, feminine, honest, sensitive and ritualistic.
WAY OF SHOWING
autobiographical: sharing creative content and connecting with people through art and intimate memories, mainly with writing pieces and bordados.
BRAND PERSONA
Mulher lunar, como quem conhece, vem de um azul quase cor de mar, quase cor de piscina. É cor de água, mas uma dessas que ainda não se sabe de certo que tipo de água. Tem correntes, ondas e o gosto é de lágrima - não é tão salgada quanto a do mar, e com certeza não tão doce quanto a que bebemos.
Lóri é uma das junções da dicotomia presente n’A Imperatriz e n’A Sacerdotisa. É, ao mesmo tempo, fogo e água. Por vezes se pergunta: seriam eles opostos? Seria o contrário de fogo a água ou a falta de fogo? Mulher-ciborgue, pois parte de um mundo que não é ainda palpável. Lóri existe na ideia e sua manifestação se dá através de grandes impulsos de criatividade. Por outro lado, pode também se resguardar, meditar e refletir sobre a própria intuição. Enquanto Lóri se afasta de si, olha para si mesma e aprende.
Duas coisas: Lóri sempre está aprendendo. E Lóri sempre tenta. Aprender e tentar são verbos infinitos e, aqui, se complementam. É a partir da tentativa e erro que vem o aprendizado. Lóri ama e ama amar, é apaixonada não só pelos objetos de sua paixão, mas permanece grande tempo apenas pensando no sentimento.
Lóri escreve poesias de amor, faz trabalhos sobre o amor, escreve cartas de amor. Lóri escreve. É a partir da escrita que tenta se compreender, e coloca no canvas branco cores múltiplas, na tentativa de se compreender através delas: as cores.
Lóri sabe, porém, que a compreensão de si mesma é um processo que não procura responder perguntas, mas antes, talvez, criar outras. Lóri gosta das perguntas, dos questionamentos. Lóri tem curiosidade investigativa e se vê como uma mistura de detetive e mulher fatal dos antigos filmes noir. Ela é os dois, pois tem controle de sua própria vida, sabendo, antes de tudo, que o controle é uma ilusão. Lóri vive, e vive hoje.
Lóri tem medo, mas encontra na sua inocência a coragem necessária para enfrentar os possíveis desafios. A vida? Um mistério. Lóri ama mistérios. Ela mesma é um para si, e por isso entende o mundo externo como uma série de pistas que a ajudem a decifrar qual mistério a forma. Em qual ela se encaixa, ou faz parte.
Lóri é feita de referências, pensa na fotografia como uma referência a algo que ali estivera e sua própria existência faz parte disso. Ela quer se tornar imortal e por isso documenta. Tudo.
Guarda pedaços de papel que considera importantes, datas, cartas, desenhos de guardanapo. Lóri é feita de tudo aquilo que “has been”, ou seja, foi, existiu e ainda existe.
Lóri faz de conta quando percebe que a realidade nada lhe garante. Enquanto um ser criado, ela dança na poesia e não pede desculpas pela licença poética. Inventa novas palavras, novas possibilidades e usa a criatividade para ser maior do que seu próprio corpo. Lóri é grande demais para a materialidade limitante do corpo.
Lóri é mulher-entidade que mergulha na ação enquanto reflete sobre si mesma.
Ela usa perucas pois sua identidade real nunca será revelada. Talvez, acaso tirasse a peruca e a maquiagem, não encontrasse nada atrás. Lóri é, no final das contas, uma ideia. E enquanto ideia ela existe.
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